Hipertensão arterial pulmonar mata 60% dos portadores

SÃO PAULO, 7 de fevereiro de 2008 - A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença complexa que eleva a pressão arterial nos pulmões. É grave, fatal e não oferece perspectivas para os pacientes que não recebem tratamento. Em alguns casos há necessidade de transplante.

Afeta crianças, adultos e idosos dificultando o dia-a-dia dos pacientes que, muitas vezes, sequer conseguem levantar os braços para pentear cabelo ou escovar os dentes por conta do cansaço.

A HAP aumenta a pressão do sangue que passa pela artéria pulmonar, resultando um esforço cada vez maior do coração para bombear este sangue, o que leva à insuficiência do órgão. Esta é, na maioria das vezes, a causa da morte dos pacientes. Cerca de 60% dos portadores da HAP sem tratamento adequado morrem e têm uma sobrevida de aproximadamente dois anos após o diagnóstico.

A Hipertensão Arterial Pulmonar presenta sintomas similares a outros males. Na maioria dos casos, os portadores sentem falta de ar progressiva, fadiga, vertigem, desmaios, dor no peito, tosse, inchaço nos tornozelos ou pés, fígado e abdômen dilatados. Também pode ser conseqüência de outras doenças como esclerose sistêmica, doenças cardíacas, AIDS, esquistossomose, uso de moderadores de apetite, cirrose, embolia pulmonar crônica, apnéia do sono, entre outros.

Apesar das terapias disponíveis no Brasil, a maioria dos pacientes ainda enfrenta dificuldade de acesso aos medicamentos que podem ser oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. Embora seja uma doença progressiva, ainda não consta da lista de medicamentos excepcionais do SUS. O Estado de São Paulo elaborou o primeiro protocolo da doença no país e está habilitado a oferecer tratamento com remédios aprovados pela Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

´Atendemos vários pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar. A Beneficência Portuguesa de SP é um centro de excelência, com recursos médicos e de exames para realização do diagnóstico e acompanhamento desses doentes. Alguns chegam até a precisar de transplante de pulmão, quando há falha no tratamento com remédios´, diz, em comunicado, Ciro Kirchenchtejn, pneumologista do Hospital, onde foram realizados o primeiro transplante bilateral de pulmão e o primeiro transplante conjunto de coração e pulmão com êxito no Brasil.

(Redação - InvestNews)