G7 não adotará medidas conjuntas pela crise, afirma BOJ

Agência EFE

TÓQUIO - O Grupo dos Sete (G7, sete países mais desenvolvidos do mundo) não pretende adotar medidas conjuntas de estímulo econômico perante a incerteza global dos mercados financeiros, disse hoje o vice-presidente do Banco do Japão (BOJ), Kazumasa Iwata.

Perante a reunião do G7 deste sábado, Iwata explicou que a crise das hipotecas 'subprime' afeta cada país de uma forma diferente e que, portanto, cada um deve adotar 'medidas mais adequadas de acordo com seu próprio critério', indica a agência local 'Kyodo'.

O G7, formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Japão, Alemanha e Itália, se reunirá em Tóquio para discutir o panorama econômico mundial, o mercado de divisas e a possível recessão americana pela crise das hipotecas de alto risco.

Os Estados Unidos anunciaram durante as últimas semanas um pacote de emergência avaliado em US$ 150 bilhões, que inclui a criação de incentivos fiscais temporários.

Para Iwata, as medidas anunciadas pelo Governo do presidente americano, George W. Bush, são 'corretas'.

- As condições econômicas e o grau de instabilidade dos mercados financeiros são diferentes em cada país - destacou.

Os bancos japoneses declararam prejuízos milionários na semana passada, favorecidos pela crise hipotecária nos EUA.

No entanto, segundo Iwata, devido à sua limitada exposição ao setor, as perdas das instituições financeiras japonesas foram muito menores que as sofridas pelas instituições européias e americanas.

O vice-presidente do BOJ garantiu que a crise das hipotecas "subprime' é uma séria ameaça para a economia japonesa, basicamente exportadora e que encontra nos EUA um de seus melhores clientes.

Mas Iwata se mostrou otimista com o futuro e considerou possível que os Estados Unidos se recuperem durante a segunda metade do ano, o que impulsionaria o sistema financeiro global.