Cautela predomina e taxas operam sem definição

SÃO PAULO, 7 de fevereiro de 2008 - A instabilidade no humor dos investidores abalado pelas incertezas que cercam a economia norte-americana deve continuar aumentando a cautela para realização de novos negócios no mercado financeiro. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) as projeções de juros apontam leve queda no curto prazo e sobem no longo prazo refletindo as preocupações com a cena externa. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2010 passava de 12,73% para 12,75% ao ano.

Os agentes financeiros seguem monitorando os dados econômicos do hemisfério norte. Nesta manhã foi informado que os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos ficaram em 356 mil na semana terminada no dia 2 deste mês, uma queda de 22 mil em relação ao dado de uma semana antes, de 378 mil.

Por aqui, foi informado que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) desacelerou para 0,52% em janeiro. O resultado veio abaixo do esperado pelos analistas, que previam inflação entre 0,60% e 0,70%. Neste sentido, os investidores aguardam a divulgação dos indicadores industriais que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga às 14 horas. A pesquisa é referente ao mês de dezembro e os dados consolidados do ano de 2007.

Ainda no mercado interno, a oferta firme de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F) que o Banco Central (BC) realiza hoje, em nome do Tesouro, vai testar o apetite do mercado por papéis prefixados e verificar qual o prêmio que os investidores estão dispostos a receber para ficarem com esses títulos. A oferta de papéis para o leilão de hoje é de 3,8 milhões divididos entre LTN e NTN-F.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)