Sobe 1,5% o número de empresas endividadas

SÃO PAULO, 30 de janeiro de 2008 - A inadimplência das pessoas jurídicas apresentou alta em 2007 de 1,5% em relação a 2006. Se comparado a dezembro 2006 e dezembro de 2007, a inadimplência das pessoas jurídicas caiu 5,0%. Na variação mensal - dezembro sobre novembro último - o recuo foi de 0,3%, segundo o indicador Serasa.

Segundo os técnicos da Serasa, o crescimento da inadimplência das pessoas jurídicas em 2007 se deu em decorrência do aumento do endividamento das empresas, principalmente das micro e pequenas. Para essas empresas, os juros ainda são elevados e o descompasso entre os prazos de financiamento do capital de giro e do crédito oferecido ao cliente tem criado problemas de fluxo de caixa.

Ainda segundo os especialistas, a expansão da atividade econômica &´8213;favorecida pela redução dos juros, pela maior demanda interna e pela, praticamente, estabilidade da inadimplência do consumidor - proporcionou a queda do indicador, entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2006.

A inadimplência das empresas em 2007, de 1,5%, ficou ligeiramente acima de um quarto daquela verificada em 2006 (5,4%), o que ratifica uma perspectiva muito positiva para o crédito às empresas em 2008.

Em 2007, os títulos protestados lideraram o ranking de representatividade da inadimplência das empresas com 40,7% de participação no indicador. Em 2006, este percentual foi de 40,2%. Em seguida aparecem os cheques sem fundos com um peso de 38,2% na inadimplência das empresas em 2007, contra 39,7% em 2006.

Na terceira colocação do ranking, apresentando seguidas elevações, estão as dívidas com os bancos. Em 2007, as pendências com as instituições financeiras representaram 21,1% da inadimplência das pessoas jurídicas. Já em 2006 esta representatividade foi de 20,1%.

O valor médio dos títulos protestados em 2007 foi de R$ 1.479,34, o que representou uma alta de 5,6% na comparação com 2006. As dívidas com os bancos tiveram em 2007 valor médio de R$ 4.141,28, 11,5% a mais que 2006.

Já o valor médio dos cheques devolvidos, na comparação com 2006, apresentou queda de 4,0% em 2007, e foi de R$ 1.174,08.

Para as micro e pequenas empresas, o maior acesso ao crédito, além da atuação como concedentes de financiamentos, exige uma nova cultura, voltada para a sobrevivência dessas empresas em um ambiente de crédito altamente competitivo.

(Redação - InvestNews)