Índice cai com PIB dos EUA e aguarda decisão do Fed

SÃO PAULO, 30 de janeiro de 2008 - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentou queda desde a abertura dos negócios, à espera pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre a taxa básica de juros norte-americana. Há pouco, a bolsa paulista registrava desvalorização de 0,75%, aos 59.081 pontos. O giro financeiro estava em R$ 1,17 bilhão.

A entidade monetária norte-americana anunciará, por volta das 17h, o resultado da reunião que definirá os próximos passos dos juros da região. A expectativa é que o Fed promova um corte de 0,5 ponto percentual (p.p) na taxa. Se confirmada, os juros ficarão em 3% ao ano (a.a). Na semana passada, o banco centra norte-americano anunciou um corte extraordinário de 0,75 p.p, a fim de tentar acalmar as principais praças acionárias mundiais, que registraram recorde de perdas no dia anterior à decisão.

A divulgação do Produto Interno bruto (PIB) norte-americano, referente ao quarto trimestre do ano passado, só reforçou as expectativas de um corte nos juros. De acordo com o Departamento do Comércio, o PIB apresentou alta de 0,6% no período, percentual bem abaixo do esperado pelos analistas - 1,2%. Com o resultado, o PIB em 2007 avançou 2,2%, resultado mais baixo desde 2002.

O noticiário corporativo também centra a atenção dos investidores. O banco de investimentos UBS anunciou que deverá registrar um prejuízo líquido de 4,4 bilhões de francos suíços (aproximadamente US$ 3,8 bilhões) em 2007, sendo que apenas no quarto trimestre, o prejuízo líquido deverá ser de 12,5 bilhões de francos suíços (quase US$ 11 bilhões). O resultado, explica a companhia, em nota, está diretamente relacionado às perdas geradas pela crise no mercado de crédito hipotecário de alto risco dos Estados Unidos, o subprime. A atuação neste segmento resultará em perdas de aproximadamente 13,7 bilhões de francos suíços (US$ 12 bilhões).

Já o banco francês BNP Paribas registrou lucro líquido de ? 7,8 bilhões no ano passado, uma expansão de 7% em relação ao ano anterior. O resultado, novo recorde anual da empresa, teria sido mais expressivo não fosse a crise do subprime, que no quarto trimestre do ano passado, gerou perdas de ? 900 milhões.

Outras companhias também reportaram seus resultados referentes ao último trimestre do ano. Boing, Roche e Rodak apresentaram resultados positivos no período. Já a Kraft Food e a fabricante de medicamentos Merck registraram queda em seus lucros líquidos.

No front doméstico, dentre os destaques positivos do Ibovespa estão CCR ON, que subia 2,7%, a R$ 26,60; Brasil Telecom PN, que avançava 2,1%, a R$ 17,00; e Net PN, que apresentavam alta de 2,05%, a R$ 19,90. No sentido oposto, Cemig PN caía 4,33%, a R$ 28,03; CPFL ON, que recuava 3,43%, a 30,90; e as units da ALL apresentavam queda de 2,87%, a R$ 18,93.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento em fevereiro registrava queda de 1,09%, a 59.050 pontos.

(Vanessa Correia - InvestNews)