À espera do Fed, mercado mantém poucos negócios

SÃO PAULO, 30 de janeiro de 2008 - O mercado financeiro no Brasil opera com volume reduzido de negócios nesta quarta-feira com os investidores aguardando a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) que definirá no final do dia o rumo da taxa básica de juro norte-americana. A expectativa majoritária dos analistas é que a autoridade monetária promova um corte de 0,50 ponto percentual na taxa, atualmente em 3,5% ao ano.

Ainda na cena externa, foi divulgada a primeira prévia do Produto Interno Bruto

(PIB) dos Estados Unidos no quarto trimestre do ano passado que apresentou crescimento de 0,6%. As estimativas do mercado apontavam para um crescimento da ordem de 1,2%, após o avanço de 4,9% registrado no terceiro trimestre.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) as projeções de juros dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam a primeira etapa da sessão sinalizando discretas oscilações. "Na verdade desde que o Banco Central (BC) interrompeu a queda da Selic, o mercado de juro futuro ficou de lado, com os investidores partindo para novos negócios", disse um dos analistas. O DI de janeiro de 2010 passava de 12,68% para 12,70%.

Internamente, profissionais ressaltam que a preocupação com a inflação deve fazer com que o colegiado do BC seja mais conservador em 2008. Nesta manhã foi informado que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou em janeiro alta de 1,09%, o resultado veio acima da estimativa do último Boletim Focus, que mostrava avanço de 0,89%.

Amanhã, será divulgada a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Para profissionais a ata deve ser ainda mais conservadora e dura. Analistas ressaltam que, aumentaram as chances de uma alta da Selic, fixada em 11,25% ano, em futuro imediato, caso o agravamento da crise externa implique em deterioração adicional no balanço de riscos para a trajetória da inflação doméstica.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)