IED apresentou alta de 84,3% em 2007

SÃO PAULO, 28 de janeiro de 2008 - Os investimentos estrangeiros diretos (IED) líquidos registraram ingressos de US$ 886 milhões em dezembro. Em 2007, os fluxos líquidos de IED somaram US$ 34,6 bilhões, um aumento de 84,3% na comparação com o ano anterior, segundo o Banco Central (BC). Vale destacar que, em 2007, a participação no capital de empresas no País, incluídas as conversões em investimentos, somou ingressos líquidos de US$ 26,1 bilhões, e os empréstimos intercompanhias, US$ 8,5 bilhões.

Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram desembolsos líquidos de US$ 7,2 bilhões. Os investimentos em ações e em títulos de renda fixa, ambos negociados no País, apresentaram desembolsos líquidos de US$ 9,2 bilhões, comparados a saídas líquidas de US$ 496 milhões registrados no mês anterior. As remessas líquidas de bônus negociados no exterior somaram US$ 76 milhões, decorrentes de amortizações de US$ 51 milhões e ágio de US$ 21 milhões. Os investimentos em notes e commercial papers apresentaram amortizações líquidas de US$ 1,1 bilhão, gerando taxa de rolagem de 59%, em dezembro, para títulos de médio e longo prazos captados pelo setor privado. No ano, a rubrica acumulou desembolsos líquidos de US$ 5,5 bilhões, com taxa de rolagem de 185%. As amortizações líquidas em títulos de curto prazo atingiram US$ 951 milhões, em dezembro, comparados a US$ 40 milhões no mês anterior, acumulando desembolsos líquidos de US$ 3,7 bilhões em 2007.

Os outros investimentos brasileiros no exterior resultaram em saídas líquidas de US$ 320 milhões em dezembro. No ano, a rubrica apresentou saídas líquidas de US$ 16,1 bilhões, compreendendo a concessão de US$ 1,1 bilhão em empréstimos e a elevação de US$ 14,2 bilhões no saldo dos depósitos em moeda no exterior, sendo US$ 8,3 bilhões de bancos e US$ 5,9 bilhões de demais setores.

Os outros investimentos estrangeiros somaram amortizações líquidas de US$ 1,6 bilhão em dezembro, e acumularam ingressos líquidos de US$ 28,5 bilhões em 2007. O crédito comercial de fornecedores somou, no mês, amortizações líquidas de US$ 695 milhões. No ano, houve desembolsos líquidos de US$ 15,3 bilhões, compreendendo ingressos líquidos de US$ 15,1 bilhões relativos às operações de curto prazo. Os empréstimos apresentaram amortizações líquidas de US$929 milhões no mês. Houve desembolsos líquidos de US$ 1 bilhão em empréstimos de médio e longo prazos, resultado de ingressos líquidos de US$ 576 milhões de compradores, US$ 291 milhões de empréstimos diretos, US$ 82 milhões de agências e US$ 74 milhões de organismos. No ano, os empréstimos de médio e longo prazos acumularam desembolsos líquidos de US$551 milhões, sendo US$ 5,2 bilhões de ingressos líquidos de compradores, US$ 640 milhões de organismos, US$ 305 milhões de agências; e amortizações líquidas de US$ 5,6 bilhões em empréstimos diretos. Os empréstimos de curto prazo somaram amortizações líquidas de US$ 2 bilhões em dezembro e desembolsos líquidos de US$ 12,6 bilhões no ano.

(Redação - InvestNews)