Alba funda banco como instrumento político

SÃO PAULO, 28 de janeiro de 2008 - A Bolívia, Cuba, Nicarágua e Venezuela acertaram no último sábado o documento fundacional do Banco da Alba, que terá um capital firmado de um US$ 1 bilhão e um capital autorizado de US$ 2 bilhões.

"O Banco da Alternativa Boliviariana para as Américas (Alba) será submetido a definições políticas e não a definições econômicas e financeiras, o que o diferencia do sistema financeiro internacional", explicou o ministro venezuelano das Finanças, Rafael Isea.

O banco, cuja meta é romper com a dependência financeira regional, terá dois níveis de direção: um conselho ministerial e uma instância de diretório executivo, com presidência rotativa. "Estamos rompendo um mecanismo do capitalismo; esse banco é um instrumento político para o desenvolvimento social e econômico", enfatizou o presidente Hugo Chávez.

O acordo estabelece um mecanismo democrático de tomada de decisões, em que cada país representa um voto, independente do capital acionário de cada um, explicou Isea. As contribuições acionárias de cada nação correspondem a uma análise individual dos países membros com base em suas capacidades e possibilidades. Além disso, não serão utilizadas taxas de juros de mercados.

Os planos estabelecem que, em dois meses, a instituição deverá estar completamente formada, com plataforma de recursos humanos, plataforma tecnológica, financeira e legal, além de mecanismos internos de decisão.

As informações são da AFP.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)