Insatisfação atinge segurança, saúde e educação

SÃO PAULO, 25 de janeiro de 2008 - A maioria dos 1.512 entrevistados pela primeira pesquisa de opinião pública Viver em São Paulo se diz insatisfeita com os serviços públicos de segurança, saúde e educação oferecidos na capital paulista.

Feita pelo Ibope, por encomenda do Movimento Nossa São Paulo, a pesquisa foi divulgada ontem (24). O levantamento procura medir a percepção do paulistano sobre a cidade, a administração e os serviços públicos ofertados em São Paulo.

Dos entrevistados, 58% consideram a cidade ´pouco segura´, 70% disseram estar insatisfeitos com o sistema de saúde pública e 60% reprovam a educação na rede pública.

´Todos sabem os tristes números que se apresentaram na área da saúde e da educação. Todo o esforço do Movimento Nossa São Paulo vem somar com a administração pública, os indicativos nos ajudam a consolidar os nossos direcionamentos no sentido de fazer com que a cidade seja mais justa e mais humana e que possamos, ao longo do tempo e ao longo da gestão, corrigir as distorções na cidade de São Paulo ao longo das últimas décadas´, disse o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, ao comentar os números da pesquisa.

Para um dos idealizadores do Movimento Nossa São Paulo, Oded Grajew, o movimento nasceu com o desencanto de várias pessoas e organizações com o processo político brasileiro e acredita que o país só vai melhorar se a sociedade se mobilizar, exigir, participar e medira atuação dos políticos e cita como exemplo os serviços públicos.

´O Brasil hoje tem uma carga tributária ao nível de primeiro mundo, como França, Itália, Espanha, e serviços de quinta categoria. Então com os recursos que nós temos no Brasil, com a carga tributária nós precisamos ter serviços à altura da carga de impostos´, argumenta Grajew.

Em relação à administração pública, 95% afirmaram que ´existe corrupção na política´ na cidade de São Paulo e 10% dos entrevistados admitiram ter pago propina a funcionário público municipal ou outro intermediário nos últimos doze meses. ´Se eu demando transparência e honestidade das autoridades públicas eu tenho de ser honesto e transparente´, disse Grajew.

As instituições públicas também foram avaliadas na pesquisa. O Corpo de Bombeiros aparece como a instituição de maior confiança para 95% dos entrevistados, enquanto 68% dos entrevistados disseram não confiar na Câmara Municipal de São Paulo, instituição com menor taxa de confiança.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)

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