Renda fixa opera com volume reduzido de negócios

SÃO PAULO, 9 de janeiro de 2008 - O mercado de renda fixa anda de lado nesta quarta-feira devido ao fluxo reduzido de negócios. Com estimativas de que os juros básicos da economia voltem a cair somente no segundo semestre, o segmento de renda fixa deve experimentar um período de discretas oscilações e volumes menos expressivos de negócios nos contratos de curto prazo. Segundo operadores, daqui para frente à tendência é de um volume maior de aplicações nos contratos de longo prazo com vencimento a partir de 2009, pois são os que oscilam em torno dos acontecimentos externos.

Profissionais ressaltam que o forte avanço na produção sugere que a economia não precisa de estímulo monetário adicional. Outro fator que deixa o investidor cauteloso é a inflação que continua sendo pressionada pelos alimentos. As incertezas em relação aos novos passos do Comitê de Política Monetária (Copom) estão crescendo e, com isso, há quem diga que o Copom pode voltar a reduzir os juros somente em setembro. Atualmente, a taxa Selic está em 11,25% ao ano.

No campo de inflação, foi informado pela manhã que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 07 de janeiro de 2008 apresentou aceleração em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A maior alta foi registrada em Salvador onde o índice teve alta de 0,62 ponto percentual, para 1,74%.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) apontavam elevação. O DI com resgate em janeiro de 2010, é o mais líquido no momento, com 90,1 mil negócios fechados. Este contrato apontava taxa anual de 12,75%, ante 12,69% do ajuste anterior.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)