Preços ao consumidor sobem 0,7% em dezembro

SÃO PAULO, 8 de janeiro de 2008 - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), um dos componentes do Índice Geral de Preços no conceito de Disponibilidade Interna (IGP-DI), registrou alta de 0,70% em dezembro, acima medição de novembro (0,27%), informou nesta manhã a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 2007, o IPC acumulou inflação de 4,6%.

Em dezembro, seis das sete classes de despesa que formam o índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação. As maiores contribuições para a aceleração do IPC partiram dos grupos Alimentação (0,60% para 1,69%) e Transportes (0,29% para 0,97%). Na primeira classe, os destaques foram: laticínios (-3,59% para -1,11%), arroz e feijão (6,55% para 12,91%), frutas (-0,84% para 1,31%) e carnes bovinas (5,81% para 6,66%). Na segunda, vale citar o comportamento de itens como tarifa de ônibus urbano (0,00% para 0,64%), tarifa de táxi (-0,02% para 5,46%) e gasolina (0,34% para 1,09%).

Também registram acréscimos o custo de Habitação (0,00% para 0,02%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,06% para 0,28%), Educação, Leitura e Recreação (0,09% para 0,27%) e Despesas Diversas (0,08% para 0,59%). Em cada uma destas classes de despesa, os principais destaques foram: gás de bujão (0,05% para 0,53%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,66% para 0,03%), hotel (0,11% para 1,88%) e cigarros (0,91% para 2,84%), respectivamente.

Apenas o grupo Vestuário (0,99% para 0,67%) registrou decréscimo. Este movimento foi influenciado pelo item calçados, cujo o preço desacelerou de 1,37% para 0,32%.

O núcleo do IPC registrou variação de 0,25%, em dezembro, repetindo o resultado da apuração de novembro. Dos 87 itens componentes do índice, foram excluídos 44 para o cálculo do núcleo. Destes, 18 registraram variações acima de 1,08%, linha de corte superior, e 26 apresentaram taxas abaixo de -0,07%, linha de corte inferior. Em dezembro, o índice de dispersão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 59,87%, 3,73 ponto percentual acima do divulgado em novembro, de 56,14%.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)