Em dia tranqüilo, taxas recuam no longo prazo

SÃO PAULO, 8 de janeiro de 2008 - O dia hoje foi tranqüilo nos principais ativos domésticos. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) as estimativas de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a sessão com estabilidade no curto prazo e queda no longo prazo. O DI de janeiro de 2009, o mais negociado, fechou com juro anual de 12,02%, ante 12,07% do último ajuste.

Com estimativas de que os juros básicos da economia voltem a cair somente no segundo trimestre de 2008, o mercado de renda fixa deve experimentar um período de discretas oscilações e volumes menos expressivos de negócios nos contratos de curto prazo. Segundo operadores, daqui para frente à tendência é de um volume maior de aplicações nos contratos de longo prazo com vencimento a partir de 2009, pois são os que oscilam em torno dos acontecimentos externos.

No campo de inflação, foi informado que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da primeira quadrissemana de janeiro, mostrou alta de 0,89%, ante 0,70% no anterior. Já o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de dezembro ficou em 1,47%, ante 0,75% de novembro. Ambos vieram dentro do esperado pelo mercado, mas cravando taxas bastante superiores às registradas nas pesquisas anteriores.

No front externo, a percepção de que os sinais de fragilidade da economia norte-americana farão o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) reduzir o juro em 0,50 ponto percentual na próxima reunião dão ainda mais fôlego aos mercados. A reunião do Fed está agenda para o dia 30 deste mês.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)