Superávit do setor público atinge R$ 113,4 bi em 2007

SÃO PAULO, 28 de dezembro de 2007 - O superávit primário do setor público não financeiro alcançou R$6,8 bilhões em novembro. Foram registrados resultados superavitários de R$4,8 bilhões para o Governo Central, de R$2 bilhões para os governos regionais, e de R$26 milhões para as empresas estatais, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central.

O superávit acumulado no ano atingiu R$113,4 bilhões (4,87% do PIB), 0,32 p.p. do PIB maior que o superávit alcançado no mesmo período de 2006. No acumulado em doze meses, o superávit primário chegou a R$106,9 bilhões (4,22 % do PIB), comparativamente a R$105,7 bilhões (4,2% do PIB) em outubro.

Os juros nominais apropriados por competência alcançaram R$12,1 bilhões em novembro, comparativamente a R$15,9 bilhões no mês anterior. Contribuíram para essa redução o efeito da desvalorização cambial sobre os ativos indexados ao câmbio e o menor número de dias úteis em novembro.

No acumulado no ano, os juros nominais apropriados alcançaram R$147,3 bilhões (6,33% do PIB), reduzindo-se 0,59 p.p. do PIB em relação ao mesmo período do ano anterior. A redução da taxa Selic no período contribuiu para a menor incorporação de juros em relação ao PIB. No acumulado em doze meses, os juros apropriados atingiram R$160,3 bilhões (6,32% do PIB), comparativamente a R$160,4 bilhões (6,36% do PIB) em outubro.

No conceito nominal, as necessidades de financiamento, que incluem o resultado primário e os juros nominais apropriados, foram deficitárias em R$5,2 bilhões. Com esse resultado, o déficit acumulado no ano alcançou R$33,9 bilhões (1,46% do PIB), comparativamente ao déficit de R$50,4 bilhões (2,37% do PIB) registrado no mesmo período do ano passado. No acumulado nos últimos doze meses, o déficit nominal atingiu R$53,4 bilhões (2,1% do PIB).

Considerando as principais fontes de financiamento do setor público em novembro, observaram-se elevações de R$5,5 bilhões na dívida bancária, de R$3,2 bilhões na dívida mobiliária e de R$7,6 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária. Essas elevações foram parcialmente compensadas pela redução de R$11 bilhões no financiamento externo líquido.

(Redação - InvestNews)