Financeiras divulgam projeções para 2008

SÃO PAULO, 28 de dezembro de 2007 - A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (ACREFI) e o Sindicato das Financeiras dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (SECIF) acabaram de divulgar nota conjunta com as suas projeções macroeconômicas para 2008.

De acordo com a análise do conselheiro econômico da Acrefi, Istvan Kasznar, 2008 deverá encerrar com inflação de 4,8% pelo IGPM. Para o analista, a inflação baixa, marca da economia brasileira brasileira durante 2007, continuará seguindo a sua rota decrescente, influenciando a Selic, que deverá encerrar o ano em 10,95%, em média.

Para José Arthur Assunção, presidente do Secif, a inflação encerrará 2008 a 4,2%. Ele, ao contrário de Kasznar se baseia no IPCA, índice utilizado para determinar a meta de inflação. "Ou seja, espero que a meta oficial do BC, de 4,5% seja novamente alcançada, ou melhor, que a inflação feche novamente abaixo do centro da meta, o que favorecerá mais cortes na taxa Selic durante todo o ano. Para mim, os juros básicos fecham 2008 a 10,25%"

As previsões para a taxa de desemprego também são animadoras. Para os dois especialistas, a taxa virá bem abaixo da registrada em 2007, que já foi a melhor dos últimos anos. "Mesmo ainda alta, a taxa de desemprego decresce de forma consistente. Isso porque, entre outros fatores, o PIB manifesta tendência de alta", explica o conselheiro econômico da Acrefi. Para ele, a taxa de desemprego será de 8,9%. Já Assunção, do Secif, acredita numa taxa bem menor, de 7,6%.

A Balança Comercial, apesar de seguir superavitária em 2008, trará ligeira queda, devido ao robusto aumento dos níveis de importação. Para Kasznar, da Acrefi, fecha em US$ 30,6 bilhões e para Assunção, a US$ 38 bilhões.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)