Relatório de inflação centra atenção

SÃO PAULO, 27 de dezembro de 2007 - Embora no relatório de inflação o Banco Central (BC) tenha elevado a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano e para o próximo, de 4% para 4,3%, e de 4,2% para 4,3%, respectivamente, a estimativa ainda fica dentro da meta do governo para os dois períodos, que é de 4,5% ao ano. Quanto à expectativa de crescimento, o BC elevou a previsão de expansão da economia brasileira para este ano e para 2008, segundo o documento. O Produto Interno Bruto (PIB) terá um crescimento de 5,2%, face 4,7% previsto em setembro. Para 2008, a autoridade monetária estima uma expansão de 4,5%. Segundo profissionais de renda fixa, o relatório foi positivo porque sinaliza o cumprimento da meta e mostra a economia crescendo mais que o projetado pelo mercado.

O economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, ressalta, no entanto, que o documento repetiu o discurso das últimas atas do Comitê de Política Monetária (Copom) e da mesma forma não dá sinais de redução da Selic ao longo de 2008. Atualmente, a taxa básica está em 11,25% ao ano.

No mercado de renda fixa, a manhã continuou sendo de poucos negócios e projeções sinalizando redução nas expectativas de cortes da Selic no próximo ano, principalmente depois que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) indicou alta de 1,76% em dezembro, acima da taxa registrada em novembro (0,69%). O indicador mostra aceleração da inflação no atacado.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI) de curto prazo apontam estabilidade e avanço no longo prazo. O DI de janeiro de 2010 avançava de 12,81% para 12,87% ao ano.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)