Mantega volta a afirmar que não existe 'plano B' para a CPMF

Agência Brasil

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a negar na quinta-feira à noite, em São Paulo, a existência de um "plano B" para o caso de a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não ser aprovada no Senado.

- Não existe nenhum plano B em relação à CPMF. Não sei quem inventou essa história, porque estamos confiantes na sua aprovação. Vamos batalhar até o fim - disse o ministro.

Segundo ele, existem hoje condições favoráveis para a prorrogação do tributo.

- Estamos sentindo que a sociedade já compreendeu a necessidade de termos a CPMF prorrogada. O governo flexibilizou. Propusemos a redução de alíquotas, estamos reduzindo a tributação para pessoa física e ainda estamos enviando recursos adicionais para a saúde - afirmou.

Sobre as declarações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que "quem tem medo da CPMF é quem sonega imposto", Mantega disse que não faria comentários a respeito, mas que uma das virtudes da CPMF é que, de fato, ela consegue impedir a sonegação.

- Você consegue deixar de pagar o Imposto de Renda e impostos como o PIS [Programa de Integração Social], a Cofins [Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social], o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], mas a CPMF você não consegue. A menos que você ande com um carrinho de dinheiro - afirmou o ministro, que participou de solenidade em comemoração aos 40 anos de criação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Em entrevista, Mantega também comentou a proposta de redução do número de tarifas bancárias.

- Há necessidade de uma regulamentação das tarifas bancárias. Vamos ter um sistema muito mais transparente, que vai defender o consumidor. É um sistema com número menor de tarifas e serviços bancários - explicou.

Segundo ele, com a redução das tarifas, o consumidor vai poder "saber quanto está pagando [em seu banco] e quanto o outro banco [o concorrente] está cobrando pelo mesmo serviço". Mantega afirmou que o governo não está propondo congelamento de tarifas e que estas vão ser estabelecidas pelos próprios bancos, assim como é feito hoje. A diferença, segundo ele, é que o processo será "mais transparente".

Também participaram da comemoração dos 40 anos da Febraban o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia.