Dívidas de empresas têm 9ª alta consecutiva

SÃO PAULO, 29 de outubro de 2007 - As dívidas de empresas tiveram alta pela nona vez consecutiva, este ano, no acumulado de janeiro a setembro de 2007 em comparação a igual período de 2006. A alta foi de 1,7%, segundo o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica.

Na variação mensal (setembro sobre agosto de 2007), entretanto, houve queda de 14,8% na inadimplência da pessoa jurídica e na comparação de setembro deste ano com setembro de 2006, o recuo no indicador foi de 1,6%.

Os títulos protestados foram responsáveis por 40,3% da inadimplência das empresas no período de janeiro a setembro deste ano. O peso dos protestos até setembro de 2007 foi ligeiramente inferior ao registrado no ano passado, quando os eventos representaram 40,4% da inadimplência.

Os cheques sem fundos ficaram em segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência das empresas, com uma participação de 38,3% nos nove meses deste ano, abaixo da registrada em 2006, que foi de 39,8%.

As dívidas com os bancos tiveram participação de 21,5% na inadimplência das empresas. O peso desses registros vem crescendo a cada ano. De janeiro a setembro de 2006, as dívidas com o sistema financeiro representaram 19,8% da inadimplência.

Nos nove meses de 2007 na comparação com o ano passado houve alta no valor médio dos títulos protestados (R$ 1.483,37). A evolução no período foi de 6,5%. Já os cheques sem fundos tiveram um valor médio de R$ 1.157,00 no acumulado de janeiro a setembro deste ano, com queda de 6,4% em relação a 2006.

No acumulado dos nove meses de 2007, o valor médio das dívidas com as instituições financeiras foi de R$ 4.093,09. Na comparação com o mesmo período de 2006, o valor médio dessas dívidas aumentou 12,8%.

Para os analistas da Serasa, a alta na inadimplência da pessoa jurídica se deu em função do crescimento do volume de crédito concedido, e, em menor proporção, da perda de receita de setores que sofrem a concorrência de importados. O volume de crédito, no entanto, tem crescido a taxas superiores às da inadimplência, reflexo das melhores condições de financiamento (redução das taxas de juros e do spread e alongamento dos prazos).

O nível de atividade econômica aquecido favoreceu também a administração do fluxo de caixa das empresas, reduzindo o risco de não pagamento dos compromissos assumidos, o que refletiu na queda do indicado em setembro de 2007 frente ao mesmo mês de 2006.

(Redação - InvestNews)