Produção industrial em SP cresce 6% no ano

SÃO PAULO, 9 de outubro de 2007 - A produção industrial de São Paulo em agosto apresentou uma alta de 0,4% frente ao mês anterior, na série ajustada sazonalmente, após apresentar variação negativa de 0,2% em julho. Na comparação com igual mês do ano passado o crescimento foi de 6,0% e no indicador acumulado no ano o avanço foi de 4,7%. O índice acumulado nos últimos 12 meses mostrou ganho de ritmo na passagem de julho (3,6%) para agosto (3,9%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a agosto de 2006 (6,0%), a maior parte (17) das vinte atividades pesquisadas contribuiu positivamente para a formação da taxa geral, com os principais destaques, em termos de participação, vindo de máquinas e equipamentos (16,4%), farmacêutica (18,4%) e veículos automotores (6,5%). O avanço observado no primeiro segmento é explicado, principalmente, pela fabricação de máquinas para colheita e carregadoras-transportadoras; no segundo, os destaques foram os medicamentos; e no terceiro, automóveis. Por outro lado, edição e impressão (-7,2%), celulose e papel (-8,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,7%) foram responsáveis pelos impactos negativos, influenciados sobretudo pelos recuos assinalados em impressos; celulose; e transformadores.

O indicador acumulado no ano avançou 4,7%, com 16 ramos influenciando positivamente este resultado. As principais contribuições positivas vieram de máquinas e equipamentos (15,5%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (13,8%) e farmacêutica (9,9%), pressionados, sobretudo, pelos acréscimos observados em centros de usinagem e máquinas para colheita; telefones celulares e aparelhos de comutação; e medicamentos, respectivamente. Em contraposição, as maiores influências negativas foram exercidas por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,9%), edição e impressão (-2,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (-1,3%), especialmente devido à redução na fabricação de transformadores; revistas; e gás liqüefeito de petróleo.

(Redação - InvestNews)