Câmbio não deve chegar a R$ 1,50, diz ministro

SÃO PAULO, 8 de outubro de 2007 - A balança comercial brasileira não deve ser prejudicada pela depreciação do dólar frente ao real, na opinião do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Para ele, a taxa de câmbio na casa de R$ 1,80 ajuda as empresas a se equiparem e o dólar não deve recuar mais que isso. Um parcela do mercado estima que a taxa de câmbio pode chegar a R$ 1,50 no decorrer de 2008. "Eu prefiro esperar para ver, mas não acredito nisso. Os analistas já erraram outras vezes", disse.

Miguel Jorge acredita que o crescimento de 28,8% das importações de janeiro a primeira semana de outubro, na comparação com o mesmo período de 2006, deve-se a oportunidade que os empresários encontraram para compra de máquinas, equipamentos, produtos de informática e escritório. "Esse comportamento das importações mostram que as empresas estão aproveitando o dólar baixo para se modernizarem e equiparem para enfrentar a competição do mercado que está sendo acirrada", afirma.

Apesar das importações apresentarem uma taxa de crescimento superior ao verificado nas exportações (15,3%), o ministro avalia como positivo o desempenho das vendas externas do Brasil e projeta o mesmo comportamento para o próximo ano. "As exportações devem continuar crescendo e certamente vão repetindo em 2008 o mesmo desempenho observado neste ano". No entanto, para ele, ainda é cedo para fazer projeções especialmente sobre a dimensão do superávit no ano que vem.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)