Arcelor pretende ampliar investimentos na Venezuela

SÃO PAULO, 8 de outubro de 2007 - A gigante mundial do setor de siderurgia ArcelorMittal pretende investir em suas unidades na Europa US$1,3 bilhão ao ano até 2012. Na Alemanha, serão beneficiadas as usinas de Eisenhüttenstadt e de Bremen. O grupo, resultante da fusão entre a siderúrgica européia Arcelor com a anglo-indiana Mittal Steel, é o segundo maior fabricante de aço na Alemanha, atrás apenas da ThyssenKrupp

A ArcelorMittal também está tentando negociar um possível investimento no setor de minério de ferro da Venezuela com o governo do presidente Hugo Chávez - que nacionalizou centrais de serviços públicos e ameaçou assumir o controle de uma produtora estrangeira de chapas de aço planas - disse Lakshmi Mittal, principal executivo da empresa, em entrevista concedida no Instituto Internacional de Ferro e Aço em Berlim, na Alemanha.

A siderúrgica Ternium SA, sediada em Luxemburgo, aceitou reduzir seus preços para impedir que Chávez nacionalizasse sua usina Siderurgica del Orinoco.

A Venezuela possui mais de 2 bilhões de toneladas de reservas comprovadas de minério de ferro no Estado de Guayana, no sudeste do país, segundo o governo. Um investimento poderá ampliar a estratégia da ArcelorMittal, que visa a reduzir os custos relacionados à compra de minério de ferro por meio da expansão em países com depósitos da matéria-prima. "Nós gostaríamos de participar em todos os países da América Latina", disse Mittal.

A ArcelorMittal pretende obter pelo menos 80% de seu minério de ferro de minas exclusivas, disse ele. A empresa também pretende desenvolver depósitos de minério na Libéria e no Senegal.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)