Sucata em baixa pode inviabilizar produção de aço

SÃO PAULO, 5 de outubro de 2007 - Empresários que comercializam sucata de ferro temem o colapso do setor com as recentes reduções do preço da matéria-prima, conforme afirma o Sidicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não-Ferrosa do Estado de São Paulo (Sindinesfa). O presidente da entidade, Sergio Camarini, diz que as usinas impuseram a segunda diminuição de preços em dois meses, o que pode comprometer o comércio de sucata, que emprega direta e indiretamente 1,725 milhão de pessoas no Brasil.

Segundo a instituição, até agosto, a tonelada era vendida a R$ 420, o preço caiu para R$ 390 no dia 1º de setembro e deve, ainda neste mês, ir para R$ 360. ´As indústrias determinam unilateralmente o valor que querem pagar e estão tornando inviável a coleta´, garante Camarini.

Ele afirma que apesar de as usinas estarem vendendo a preços cada vez maiores, estão reduzindo os ganhos do restante do setor, que compreende catadores, depósitos e empresas que beneficiam a sucata. ´Com a desvalorização do produto, somos obrigados a repassar essa perda para os depósitos, que, por sua vez, pagam menos aos catadores. Assim, eles vão preferir materiais como alumínio, papel e vidro, mais fáceis de transportar e com maior valor agregado.´

(Redação - InvestNews)