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Noticiário externo indica abertura de pregão em alta

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SÃO PAULO, 23 de agosto de 2007 - Depois de romper novamente a barreira psicológica dos 50 mil pontos na véspera, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) indica outro pregão de valorização, animada pelo otimismo que contagiou o mercado devido à expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) realize um corte na taxa básica de juros dos Estados Unidos. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em outubro subia 0,69%, para 52.160 pontos, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

Embora ainda esteja sensível às notícias negativas, o mercado internacional apresenta estabilidade impulsionado também pela informação de que o Bank of América adquiriu US$ 2,0 bilhões em ações da Countrywide Financial, maior financiadora privada de imóveis dos Estados Unidos, e um dos pivôs da crise desencadeada pelo segmento de crédito subprime. Além disso, outros bancos como Citigroup, JPMorgan, Deutsche Bank e Wachovia Corp informaram que tomaram recursos do Fed utilizando a taxa de redesconto para garantir liquidez. O noticiário já reflete clima ameno nas negociações dos contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos, indicando uma abertura em alta das bolsas dos EUA.

Na Ásia, as principais praças acionárias encerram em alta. Em Xangai, o índice Composto subiu 1,05%; na Bolsa de Hong Kong, o Hang Seng avançou 2,77%; e em Tóquio, o índice Nikkei 225 elevou-se 2,61%. Hoje, o Banco do Japão manteve a taxa de juros em 0,50%. Esta foi a primeira vez que o BoJ se reuniu desde o início da turbulênica mundial.

Na Europa, instantes atrás, o índice DAX-30 da bolsa alemã operava em alta de 0,65%; em Londres, o FSTE-100 avançava 0,61%; e o índice CAC-40 de Paris subia 0,68%. Pela manhã, em mais uma tentativa de aumentar a liquidez na zona do euro, o Banco Central Europeu (BCE) injetou hoje ? 40 bilhões (US$ 54,3 bilhões) com uma taxa de juros marginal de 4,49%.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)