Maiores empresas somaram lucro de R$ 102 bi

SÃO PAULO, 22 de agosto de 2007 - O levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que identifica anualmente as 500 Maiores S.A. em diversos segmentos da economia verificou que a rentabilidade média das empresas não-financieras superou 12% em 2006, se aproximando da taxa de 16% do setor financeiro, segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisa e Análises Econômicas da FGV, Aloisio Campelo. "É uma taxa mágica. Isso não ocorria há 25 anos", afirma o economista, destacando que o grupo das maiores obteve um lucro de R$ 102 bilhões no ano passado.

Para Campelo o resultado reflete o aumento da eficiência operacional da empresas, aliada ao menor peso dos encargos financeiros proporcionada pela redução da taxa de juros e a valorização cambial. A Selic saiu de 19,2% em 2005, para 15,2% em 2006, já a taxa média de câmbio (PTAX) passou de R$ 2,41, para R$ 2,17 no mesmo período de comparação.

Em 2006, cinco setores representaram 54,8% do total das receitas e 74,8% dos lucros: extração mineral, petróleo, metalurgia, eletricidade e telecomunicações. No ano anterior, estas parcelas haviam sido de 55,3% e 74,5%, respectivamente.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)