Cresce a taxa de sobrevivência de pequenas e micro empresas

Agência Brasil

BRASÍLIA - O número de micro e pequenas empresas que estão conseguindo sobreviver no mercado aumentou. Esse índice subiu de 50,6% para as empresas abertas entre 2000 e 2002 para 78% nas abertas entre 2003 e 2005. Os dados são da pesquisa Taxa de Sobrevivência e Mortalidade das Micro e Pequenas Empresas, divulgada nesta segunda-feira, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Em 15 estados pesquisados, o índice de sobrevivência das empresas ficou acima da média nacional, caso do Espírito Santo (85,8%); seguido por Minas Gerais (85,7%); Sergipe (85,3%); Piauí (84%); Rio Grande do Norte (83,5%); São Paulo (82,9%); Pará (82,5%); Bahia (82,4%); Distrito Federal (81,5%); Alagoas (81,3%); Rio de Janeiro (81,3%); Paraíba (80,8%); Rondônia (79,7%); Goiás (78,7%); Mato Grosso do Sul (78,7%) e o Ceará, que se manteve na média nacional, com 78%.

- No Brasil houve grandes esforços para facilitar a vida das empresas, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa é uma delas. O Sebrae trabalhando de uma forma mais organizada, mais centralizada, levando a questão de acesso a informações, mais conhecimento para os nossos empresários, quer dizer, todas essas coisas combinadas com a macroeconomia é que deram esse resultado todo - explica o presidente do Sebrae Nacional, Paulo Okamotto.

Os estados com índices abaixo da média nacional são o Maranhão (77,6%); Rio Grande do Sul (77,5%); Pernambuco (77,3%); Santa Catarina (75,9%); Amazonas (75,8%); Paraná (74,8%); Mato Grosso (74,5%); Tocantins (71,7%); Amapá (62,2%), Acre (60,3%) e em último lugar, o estado de Roraima, onde 49,3% das empresas, menos da metade, consegue se manter no mercado.

Segundo Okamotto, há muitas empresas informais nas regiões Norte e Nordeste do país. Já as regiões Norte e Sul têm mais formalidade, e portanto aparecem mais na pesquisa. No caso das regiões Norte e Nordeste há necessidade de construir mais políticas públicas e fazer com que essas políticas cheguem aos nossos empresários e eles tenham condições de concorrer e se formalizar, explicou.

De acordo com o Sebrae, a taxa de sobrevivência ao final do segundo ano de vida das empresas em outros países são na Austrália, 87,6% de sobrevivência; Inglaterra, 81,9%, Cingapura, 75%; Portugal, 72,6%; Itália, 72,4%. Nos Estados Unidos a taxa de sobrevivência das empresas é medida a cada quatro ou cinco anos, e gira em torno de 74%. A pesquisa também constatou que houve um aumento crescente no número de empregados com carteira assinada contratados pelas empresas ativas. Esse número aumentou de 64% em 2003 e 2004, para 85% em 2005. Foram analisadas pela pesquisa empresas dos setores de comércio, indústria e serviços.