Problema de crédito é global, aponta ML

SÃO PAULO, 17 de agosto de 2007 - Alguns investidores continuam insistindo que este episódio de restrição de crédito é simplesmente um problema relacionado ao mercado subprime dos EUA, mas os fatos apontam para uma crescente situação de restrição de crédito global. A avaliação é do banco de investimentos Merrill Lynch.

No documento, o banco ressalta que os únicos aspectos desde ciclo foram a criação de crédito, liquidez e especulação. "Nós também tentamos mostrar que tal especulação era visível, direta ou indiretamente, em uma ampla gama de ativos: ações, baixa qualidade dos instrumentos de dívida, moedas, commodities, dívida e ações de emergentes, private equity, imóveis e hedge funds."

Segundo o ML, o custo de capital está subindo conforme o crédito é restringido, e a teoria financeira indica que os setores com intensivo uso de capital devem ser as mais prejudicadas pelo atual ciclo de alta dos custos de financiamento. "Pouco notado é o fato de que a liderança durante esta bolha de crédito foram das indústrias intensivas em capital. Os setores de energia e matérias-primas são dois segmentos bastante intensivos, assim como o setor imobiliário e de construção. Não podemos esquecer também que as finanças também são, por definição, um setor altamente dependente de capital."

No entanto, muitos destes lideres começam a cair. De acordo com o banco, nos últimos 30 dias o segmento de matérias-primas é o setor de pior performance dentro do S&P 500, o financeiro é o segundo pior.

A história dos emergentes também começa a mudar. O MSCI Emerging Market tem queda de cerca de 12% em um mês, contra um recuo de 9% no S&P 500.

Dado o cenário, a recomendação de investimento do banco é a seguinte: títulos de alta qualidade; ações large cap; setores defensivos; mercados desenvolvidos e dinheiro e dividendos de alta qualidade.

(EC - InvestNews)