Índice futuro indica pregão de recuperação

SÃO PAULO, 17 de agosto de 2007 - Índices futuros em São Paulo e Nova York reverteram as perdas e passam a indicar a possibilidade de um pregão de recuperação. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em outubro subia 2,51%, para 48.950 pontos, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

A reversão foi um reflexo imediato à decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de cortar os juros interbancário.

A ação é o mais dramático esforço já feito pelo BC para reestabelecer a calma nos mercados financeiros, que vem operando com forte volatilidade dada os temores que uma crise mundial de crédito.

A decisão significa que a taxa de desconto, o juro que o Fed cobra nas operações de empréstimos para os bancos, foi reduzida de 6,25%, para 5,75%.

Depois de uma abertura em abaixa, as bolsas na Europa também reverteram para o território positivo. Há pouco, Londres registrava alta de 3,19%. Já Frankfurt subia 1,46%.

Na Ásia, o movimento de venda seguiu forte, com a Bolsa de Tóquio recuando 5,4%, maior queda em um ano. Uma nova desvalorização do dólar ante o iene derrubou as ações das exportadoras. O movimento também causa desconforto, pois pode resultado em desarme dos chamados yen carry trades, ou seja, empréstimos feitos a baixas taxas de juros no Japão para realizar investimentos em qualquer outro lugar do mundo.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,38%, e em Seul a queda foi de 3,19%. Na Bolsa de Xangai, o índice composto caiu 2,28%.

Desde o dia nove de agosto, os Bancos Centrais do Japão, Europa, Austrália e EUA já injetaram dezenas de centenas de dólares para sustentar a liquidez do sistema, que esta sobre a ameaça de uma crise de crédito dados os problemas no mercado subprime norte-americano.

Ontem, a Ibovespa teve um pregão bastante nervoso, oscilando mais de 4.300 pontos. Depois de cair mais de 8,8%, o Índice encerrou o dia com queda de 2,58%, aos 48.016 pontos. O giro financeiro de R$ 8,4 bilhões é o maior já registrado no ano em pregão regular, ou seja, sem a ocorrência de leilões ou vencimento de opções e índice.

Recuperação forte também em Nova York. O Dow Jones, que chegou a cair mais de 340 pontos, ou cerca de 2,3%, reduziu as perdas para 0,12%. E o S&P chegou a reverter, subindo 0,32%.

(EC - InvestNews)