Índice devolve ganho e cai 0,91%

SÃO PAULO, 17 de agosto de 2007 - O corte emergencial na taxa de redesconto feita pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) teve efeito limitado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de subir mais de 3% no início do pregão, os investidores retomaram a ponta de compra e, há pouco, o índice recuava 0,91%, para 47.577 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,77 bilhões, alto para o período do dia.

Em Nova York, os indicadores seguem em território positivo, com Dow Jones e Nasdaq avançando 0,97% e 1,29%, respectivamente. Mas a alta já foi mais acentuada, com Dow subindo mais de 2,5%.

"As condições do mercado financeiro deterioraram, e as piores condições e a crescente incerteza tem o potencial de restringir o crescimento econômico", afirmou o Fed por meio de comunicado.

A autoridade monetária norte-americana cortou de 6,25% para 5,75% o juro cobrado nas operações de empréstimos para os bancos. Vale ressaltar que a taxa básica da economia segue em 5,25%.

Ainda de acordo com o comunicado, os riscos de crescimento aumentaram de forma significativa e os membros do Fed "estão monitorando a situação, preparados para agir conforme a necessidade para mitigar os efeitos adversos na economia que surgem da instabilidade do mercado financeiro."

Puxando as perdas dentro do índice, as ações da Petrobras (PETR4) caíam 1,17%, para R$ 46,45. Já a Vale (VALE5) ganhava 0,32%, para R$ 67,01.

Dentro do índice, alta de 5,02%, para as ações da CCP (CCPO3), que eram negociadas a 1,88%. Transmissão Paulista (TRPL4) ganhava 3,26%, para 34,80. A Perdigão (PRGA3) subia 2,62%, para R$ 31,30, e a Braskem (BRKM5) avançava 2,21%, para R$ 16,15.

Na ponta de venda, TIM, ALL, e Klabin perdiam mais de 5% cada. Forte queda também para Brasdeco (BBDC4) e Unibanco (UBBR11) que perdiam mais de 3% cada para R$ 43,78 e R$ 19,90, respectivamente.

A estreante Cosan Limited (CZLT11), controladora da Cosan Brasil, caía 3,80%, para R$ 20,25.

(EC - InvestNews)