Grandes bancos brasileiros não têm exposição a subprime

REUTERS

SÃO PAULO - Os três maiores bancos brasileiros privados com ações na Bolsa de Valores de São Paulo --Bradesco, Itaú e Unibanco-- informaram ao mercado que não têm exposição a ativos do mercado de financiamento imobiliário de alto risco dos Estados Unidos, o chamado subprime.

A crise no setor norte-americano de hipotecas tem provocado uma forte queda nas ações em todo o mundo, em especial as de bancos, pelo receio de contágio no restante da economia e impacto nos resultados de instituições financeiras.

Bancos centrais de vários países têm injetado dinheiro no sistema bancário para garantir liquidez.

Os problemas começaram quando dois hedge funds do Bear Stearns, banco de investimento dos EUA, entraram em colapso por terem ativos subprime em suas carteiras.

No Brasil, a primeira instituição a se manifestar sobre o tema foi o Itaú, na noite de quinta-feira.

- (Esses ativos) não fazem parte da política de investimentos do conglomerado, cuja execução e implementação é rigorosamente supervisionada pelas nossas áreas de Controles Internos e de Administração de Riscos - afirmou em nota o diretor de Relações com Investidores do Itaú, Alfredo Egydio Setubal.

Nesta sexta-feira, foi a vez de Bradesco e Unibanco fazerem o mesmo. Todos os três bancos destacaram que não têm ativos ligados a crédito subprime nos EUA ou em outros países.