IPCA deve ficar estável até setembro, diz analista

SÃO PAULO, 8 de agosto de 2007 - A inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve indicar alta de 0,23% (média) em agosto e setembro, na opinião do economista-chefe da SulAmerica Investimentos, Newton Rosa. Em julho, o índice registrou expansão de 0,24%. Segundo ele, o índice pode subir um pouco no último trimestre do ano, em torno de 0,33% na média dos meses, mas não se trata de aceleração da inflação. "Normalmente, entre outubro e dezembro há ajuste de preços agrícolas e também administrados, o que pode elevar a variação, mas este é um comportamento sazonal", explica.

Assim, o economista projeta para este ano uma inflação de 3,80% - segundo o Boletim Focus, a expectativa do mercado é uma taxa de 3,75% -, abaixo da meta de 4,5% estipulada pelo governo. No entanto, para Newton Rosa, esta tendência não deve modificar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir o ritmo de corte da taxa básica de juros (11,5% ao ano). Após cortar e 0,50 ponto percentual, o comitê indicou na ata da última reunião (julho) que pretende realizar um novo ajuste, entretanto, na casa de 0,25 ponto. A próxima reunião está marcada para 4 e 5 setembro.

"Embora a inflação esteja controlada e caminhe para terminar 2007 abaixo da meta, o Copom deve manter a cautela e realizar ajustes menores. Os diretores do Banco Central (BC) precisam ter cuidado para que a inflação não sai do controle com o crescimento da economia. A atividade nacional está muito forte. Prova disso, é a expansão das vendas no comércio e o crescimento da indústria automobilística que deve ser ampliado no último trimestre deste ano", analisa.

Para o economista, esses indicadores também mostram que a economia brasileira está fortalecida e é capaz de superar turbulências internacionais. "As crises externas refletem muito menos, pois, atualmente, nós temos fundamentos mais fortes. No passado, quando o mercado entrava em uma turbulência o Brasil acompanhava e o primeiro sinal disso era a desvalorização da nossa moeda. Isso não está ocorrendo agora", destaca Newton Rosa.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)

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