Adiada para amanhã a votação da reforma política

São Paulo, 8 de agosto de 2007 - A votação da reforma política, prevista para hoje (8), foi adiada mais uma vez. Os deputados não conseguiram sequer votar requerimento de inversão, a fim de votar primeiro a Emenda Aglutinativa 23, que trata da fidelidade partidária, entre outros pontos, e em seguida a Emenda Aglutinativa 12, que trata do financiamento público para as campanhas majoritárias, das federações partidárias e também da fidelidade partidária.

Com o encerramento do horário da sessão, o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), transferiu para amanhã (9) a continuação da discussão da reforma política. Ele argumentou que alguns líderes partidários haviam anunciado a obstrução dos trabalhos.

Para o vice-líder do PT, Pepe Vargas (RS), encarregado de discutir a reforma política, "o melhor é aguardar momento mais propício, se for para aprovar uma reforma política muito restrita". O partido, segundo ele, entende ser fundamental aprovar as regras sobre o financiamento público para as eleições majoritárias e sobre a fidelidade partidária. "Se houver acordo possível em torno desses pontos, o PT não impedirá a votação da reforma", disse.

A Emenda 23, apresentada pelos líderes do PR, deputado Luciano Castro (RR), e do PDT, Miro Teixeira (RJ), trata da fidelidade partidária e inclui uma espécie de anistia para os deputados que trocaram de partido. Também prevê a realização de um plebiscito em 2008, para que os eleitores decidam sobre a possibilidade de se implantar o voto distrital ou distrital misto.

Na opinião do deputado Pepe Vargas e também do líder do DEM, Onyx Lorenzoni (RS), essa emenda contém itens que alguns partidos não aceitam na reforma política. Ele disse não ver mais clima para a votação da matéria: "Não tenho dúvida nenhuma de que a reforma política está sepultada".

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Investnews)

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