Second Life ganhará novos concorrentes

O universo virtual Second Life deve ganhar um concorrente. O ambiente 3D está em fase final de desenvolvimento por alguns executivos da Netscape, que criaram a Start-up Multiserve. O nome do novo ambiente ainda não foi definido. A empresa teve um investimento de US$ 4,75 milhões da Sterling Stamos Capital Management para desenvolver o ambiente.

A versão 1.0 da nova plataforma já está em testes e alguns analistas já se anteciparam em dizer que após quatro anos o Second Life não poderá ocupar o posto de único ambiente do mundo virtual 3D. Para os analistas, a competição é bem-vinda e se a plataforma da Multiverse conseguir seduzir novos usuários, os investidores tanto da Linden Labs, criadora do Second Life, quanto da Multiverse conseguirão obter um retorno real dos recursos aplicados nessas empresas.

A novidade mais atrativa para os investidores e empresários é que o ambiente terá ferramentas embutidas de e-commerce, o que possibilitará que os colaboradores realizem as negociações sem depender de outros softwares. O anúncio oficial de lançamento deve acontecer antes do fim do ano.

O Second Life, por enquanto, não tem razões para se sentir ameaçado. No dia primeiro deste mês, o Shopping SP Market anunciou sua entrada no mundo virtual, se tornando o primeiro empreendimento da indústria de shopping centers a estrear no plano 3D. O endereço está na Ilha Boulevard Brasil, uma das regiões mais freqüentadas pelas opções de comércio e entretenimento que a área oferece. É neste mesmo local que também está o Jornal do Brasil.

Em agosto, o internauta encontrará um lounge com a exposição de painéis apresentados por uma outra Avatar. Cada painel fornecerá um tipo de informação como, por exemplo, sobre as lojas do empreendimento com link para o website das mesmas e as opções de lazer, alimentação, serviços e eventos que o shopping dispõe. Além disso, o espaço virtual contará com atendimento online, das 10 às 22 horas, para esclarecer as dúvidas dos visitantes.

Já os japoneses, estão criando uma versão 3D de sua capital, Tóquio. As empresas From Software, a Transcosmos, que atua no ramo de marketing, e Sangyô Keizai Shimbum, editora, anunciaram uma Joint Venture para criar a comunidade virtual em 3-D "meet-me".

O Metaverso, programa que será usado como base, é um software de ambiente virtual reproduzido em gráficos 3D, do qual representante mais ilustre é "Second Life", da Linden Lab.

O "meet-me" será a recriação da cidade de Tóquio, capital do Japão. A reprodução não será apenas em seu aspecto físico, mas também o clima e os custos de mercado serão os mesmos do mundo real.

A produção do "jogo" está a cargo da From Software, que disse estar sofrendo para reproduzir os 1,7 milhão de imóveis e as 500 estações de trem da capital japonesa. Já os modelos de negócios será similar a "Second Life". Por enquanto, ainda não está decidido se os usuários poderão ganhar dinheiro real e se haverá conteúdo adulto. Os testes estão previstos para começar no final do ano.

O Jornal do Brasil (JB), que é acessado por uma média de 60 mil usuários por dia, foi o primeiro jornal a entrar no Second Life. O usuário que estiver na Ilha Brasil pode ter acesso a uma versão resumida do jornal real, que tem oito páginas e é atualizado diariamente. Outra inovação da Ilha Brasil, que tem uma média de 100 mil visitas diárias, segundo o diretor de estratégia da ilha, Marcos Fonseca, é a criação de uma banca de jornal, que além do JB, vai oferecer aos usuários outras publicações.

O diretor de estratégia da Ilha Brasil, Marcos Fonseca, diz que ainda não há como medir a eficácia do Second Life para as empresas. 'Por enquanto traz muita exposição e dá uma imagem de pioneirismo para a empresa.' Mas segundo ele, o futuro será rentável. 'Essa primeira onda é de muita publicidade. Mas a segunda onda será da geração de negócios.'

Fonseca diz que ainda há tempo para a companhia que deseja entrar para o Second Life. 'A janela do pioneirismo ainda não se fechou, mas está quase concluída.' De acordo com ele, o gasto para manter uma empresa no programa varia entre R$ 30 mil e R$ 100 mil.

(Daniel Augusto Ribeiro - InvestNews)

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