Comandante da Aeronáutica critica busca e apreensão

SÃO PAULO, 7 de agosto de 2007 - O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito criticou a operação de busca e apreensão coordenada pelo Ministério Público Federal (MPF) para apreender registros de ocorrências nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas e no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo, (Cindicacta-1), em Brasília.

Saito disse que a execução dos mandados atrapalha o controle de trafego aéreo porque é preciso parar os trabalhos para entregar as informações solicitadas e questionou a utilização do material recolhido durante a busca.

´Vão analisar o quê? A conversação? Nas mãos de pessoas não-qualificadas, isso pode ser perigoso´, avaliou.´Já pedi à AGU [Advocacia Geral da União] que solicite a suspensão da liminar [decisão da Justiça que autorizou a apreensão]´, acrescentou.

A operação de busca e apreensão coordenada pelo Ministério Público Federal recolheu 30 caixas com documentos na manhã de hoje (7) no Aeroporto de Guarulhos. Do total, cinco contêm fitas e transcrições de ocorrências do controle do tráfego aéreo do terminal, de acordo com a assessoria do MPF em São Paulo. Os agentes da Polícia Federal, que executam os mandados, também recolheram um computador durante a busca.

De acordo com o MPF, a Aeronáutica estaria dificultando o acesso ás informações no Aeroporto de Congonhas e no Cindacta-1. A Aeronáutica respondeu, por meio de sua assessoria de comunicação, que a possível demora em atender ao MPF seria justificada pela busca e detalhamento das informações solicitadas.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)

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