Bovespa fecha em alta mas volatilidade permanece grande

REUTERS

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta nesta segunda-feira, após operar em baixa durante a maior parte do dia. O que ajudou o mercado a se recuperar foi Wall Street, onde o Dow Jones subiu mais de 2 por cento, com investidores comprando ações que tinham caído muito.

Aqui, no entanto, a queda do preço de commodities no mercado internacional pesou, e a alta foi com vigor bem menor. O principal indicador da bolsa paulista avançou 0,46 por cento, para 53.091 pontos.

Os dois principais papéis do índice, Companhia Vale do Rio Doce e Petrobras fecharam praticamente no zero a zero. As siderúrgica Usiminas e Companhia Siderúrgica Nacional perderam 2,48 por cento e 1,63 por cento, respectivamente.

Entre os destaques de alta da sessão ficaram as ações da TAM, que subiram 3,35 por cento, a 50,60 reais, depois de um longo período de quedas, devido ao acidente com avião da empresa que deixou 199 mortos. No dia do acidente, o papel encerrou o pregão a 66,32 reais.

O volume financeiro da Bovespa ficou em 5 bilhões de reais, acima da média diária do ano, de 4,1 bilhões de reais.

No começo do dia, a bolsa chegou a cair quase 3 por cento, ampliando as vendas de sexta-feira, quando o Ibovespa recuou 3,4 por cento, diante de preocupações com os problemas de crédito nos Estados Unidos, intensificados pela notícia de que a American Home Mortgage Investment, uma das maiores fornecedoras independentes de empréstimos residenciais de baixo ou médio risco nos Estados Unidos, entrou com um pedido de recuperação judicial.

- As empresas de hipoteca nos Estados Unidos continuam apresentando problemas. Ainda não se tirou o foco dessa questão - comentou o gestor de uma corretora nacional que preferiu não ser identificado.

No fim da sessão, no entanto, os temores deram espaço a um ajuste da queda acentuada dos últimos dias.

A agência de classificação de risco Standard & Poor's também ajudou, ao dizer que a resposta do mercado a uma recente mudança na previsão de classificação de crédito do Bear Stearns tem sido um 'vasto exagero', fazendo as ações da companhia fecharem em alta de 5 por cento, após despencarem pela manhã.

- Mais perdas devem ocorrer à medida que os efeitos das hipotecas e das posições são revelados. Os recentes movimentos nos mercados acionário e de crédito já descontam muito das notícias ruins - afirmou o UBS Pactual em relatório.

- O resultado mais provável é um período de intensa volatilidade no mercado, seguido por uma estabilização. Sugerimos que não sejam feitas mudanças em alocações no momento, mas que (os investidores) estejam atentos ao resto do ano para uma recuperação da maioria dos ativos de risco, em especial ações - complementou.

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