Log-In estréia amanhã no Novo Mercado

SÃO PAULO, 20 de junho de 2007 - As ações da Log-In Logística Intermodal, empresa subsidiária da Vale do Rio Doce, começam a ser negociadas amanhã no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sob o código LOGN3.

A oferta primária e secundária de 52.266.804 de ações ON movimentou R$ 744 milhões. Mas a cifra pode passar da casa do R$ 1 bilhão caso sejam exercidos integralmente os lotes adicional e suplementar de ações. O montante ofertado já inclui 8%, ou 3.871.615 papéis, do lote adicional.

O preço de emissão foi fixado em R$ 14,25 por papel, cifra dentro da estimativa de preços, que oscilava entre R$ 12,75 e R$ 15,75 por ação. De acordo com dados da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), os pedidos de reserva dos funcionários foram atendidos integralmente. E os pedidos de reserva de investidores de varejo foram integralmente atendidos até R$ 2.508, o que correspondem a 176 ações.

Do total ofertado, 27.053.140 de ações representam a oferta primária, que resultou em uma captação de mais de R$ 380 milhões para o caixa da companhia. Com estes recursos, a Log-In investirá na expansão de suas operações, que englobam navegação costeira, transporte de contêineres e operação de terminais intermodais.

O controle da Log-In é exercido pela Vale, com 94,2% do capital. Com a oferta secundária, a mineradora reduz sua participação para 35,5% (considerando aqui o exercício integral do lote suplementar de 15%). Ainda compõem o capital, a Mitsui USA e a Mistsui & Co Ltd, que juntas detêm 5,7% do capital, participação que cairá para 3,8%. Os 0,1% restantes são da Docepar.

A companhia foi efetivamente constituída em 1973 sob a denominação social Navegação Rio Doce Ltda. Em 1998, foi transformada em uma sociedade anônima e passou a adotar a denominação social Navegação Vale do Rio Doce S/A (DOCENAVE). E em 2007, o nome foi alterado para Log-In - Logística Intermodal.

A empresa tem forte atuação no transporte de contêineres na costa leste da América do Sul, operando nos principais portos de Fortaleza a Buenos Aires. Atualmente, apresenta uma excelente taxa de ocupação, próxima a 100%, dos cinco navios específicos fretados para o transporte de contêineres.

O lucro líquido de 2006 somou R$ 36 milhões, um crescimento de 83% sobre os R$ 19 milhões obtidos em 2005. A receita líquida avançou 8%, para R$ 344 milhões.

(EC - InvestNews)