Para Ibef, corte pode levar a alta no juro real privado

SÃO PAULO, 6 de junho de 2007 - O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP) classificou como "preocupante" a falta de unanimidade da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,50%. Para o presidente do Conselho de Administração do Instituto, Walter Machado de Barros, a falta de consenso do grupo coloca em dúvida o grau de inclinação da curva futura de juros.

Segundo Machado, "realmente poderemos ter turbulências nesse período, que vai de agora até a próxima reunião, em 18 de julho, com eventual alta no juro real privado", diz. "Esse temor já vinha sendo comentado antes da reunião, quando o mercado avaliava as conseqüências de uma decisão sem unanimidade, o que de fato acabou ocorrendo novamente, a exemplo do que já havia acontecido na reunião anterior".

Sobre o corte, embora o Ibef já trabalhasse levando em consideração que o Copom reduziria a taxa em 0,50%, Machado diz que o atual cenário econômico possibilitaria um corte ainda maior, de 0,75%, e que em nada prejudicaria os fundamentos que sustentam a política monetária do Banco Central. Ele disse que o corte maior poderia ser justificado por vários fatores. "A queda gradual das taxas de inflação, o crescimento gradual das exportações, a liquidez de recursos financeiros no mercado internacional, e a manutenção de taxas atrativas para remunerar a captação de recursos são fatores que justificam a queda da taxa em até 0,75%".

(Redação - InvestNews)