BC faz ajuste fino entre taxa e inflação

SÃO PAULO, 6 de junho de 2007 - Embora o ambiente inflacionário tranqüilo e as expectativas flutuando abaixo das metas respaldem uma aceleração dos cortes de juros em 0,50 ponto percentual, agora, e mais dois cortes seguidos da mesma magnitude, o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, pondera sobre os efeitos deste movimento. "Abandonar o gradualismo e adicionar mais gás em uma demanda que cresce a taxas expressivas poderia colocar em risco a estabilidade alcançada, com conseqüências negativas para a meta de inflação de 2008".

De acordo com ele, o Banco Central mostrou-se preocupado com o aquecimento da atividade econômica na ata da reunião do Copom em abril e, de lá para cá, apesar do cenário confortável no campo da inflação, os indicadores de atividade têm confirmado o crescimento robusto da economia, aumentando as preocupações com o fechamento do hiato do produto. Para o economista, a manutenção da estratégia gradualista (cortes sucessivos de 0,25 ponto percentual) possibilitaria colocar a taxa de juros em um dígito em meados de 2008 com inflação estável, dando sustentabilidade ao crescimento econômico.

(Redação - InvestNews)