Mercado acionário chinês volta a pressionar negócios

SÃO PAULO, 4 de junho de 2007 - O mercado acionário chinês voltou a pressionar os ativos ao redor, com reflexos no Brasil. Instantes atrás, o dólar comercial subia 0,68%, cotado a R$ 1,916 na compra e R$ 1,918 na venda. A Bovespa cedia mais de 1%, a reboque dos índices futuros de Wall Street.

Nesta segunda, a bolsa de Xangai despencou 8,26% - maior queda em três meses, com o mercado temendo medidas governamentais para frear a onda especulativa entre os investidores. Na semana passada, o governo da China triplicou para 0,3% nas operações sobre compra e venda de ações.

Por aqui, atenções voltadas para o boletim Focus e para os números da balança comercial. A pesquisa semanal trouxe nova redução na estimativa para o câmbio no final do ano, agora em R$ 1,95. As projeções para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceram estáveis em 3,5% e as para o crescimento econômico subiram de 4,16% para 4,20%.

Nas contas externas, o saldo comercial ficou positivo em US$ 323 milhões na primeira semana de junho, com apenas um dia útil. As exportações somaram US$ 701 milhões e as importações, US$ 378 milhões. Em 2007, a balança acumula superávit de US$ 17,177 bilhões, enquanto que os analistas consultados esperam saldo de US$ 42 bilhões para o ano.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)