Brasil e Índica precisam investir juntas,diz CNI

SÃO PAULO, 2 de junho de 2007 - Os investimentos conjuntos são outra frente promissora de negócios entre empresas brasileiras e indianas, na avaliação do gerente de comércio exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Frederico Alvarez. 'Há muito interesse indiano no Brasil e vice-versa. A gente vê indianos investindo no Brasil na área siderúrgica. Por outro lado, tem oportunidades lá em vários setores, como celulose, ferro e aço', exemplificou.

Segundo dados do Consulado Geral da Índia em São Paulo, corporações dos dois países já atuam em conjunto nos setores farmacêutico, de engenharia, software e TI, petroquímico e químico

Alvarez identifica duas áreas particularmente interessantes para parcerias: tecnologia da informação e biocombustíveis. 'Há um potencial de troca de sinergia, sobretudo na área de tecnologia da informação. Em energias alternativas, o Brasil tem capacidade de fornecimento, principalmente de equipamentos para processar cana-de-açúcar, e a Índia é um dos maiores produtores mundiais de cana', justificou. 'Nestes setores mais estratégicos, é possível montarmos parcerias empresariais'.

Outro segmento potencial, na visão dos empresários brasileiros, é infra-estrutura. De acordo com a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), os indianos pretendem injetar US$ 350 bilhões na melhoria da infra-estrutura até 2012. Também estão voltados para os mercados de biocombustíveis e tecnologia da informação.

Em busca de novos negócios, o presidente da Fibra, Antônio Rocha da Silva, participará da missão empresarial que acompanha a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia, de amanhã (3) a terça-feira (5).

Além das oportunidades já identificadas pelo empresariado brasileiro, mapeamento do Consulado Geral da Índia em São Paulo aponta, também, perspectivas de parcerias e joint-ventures em diversos setores de produtos farmacêuticos, remédios e healthcare, aviação, autopeças e automóveis, produtos químicos, agro-químicos, pesticidas, e inseticidas, alimentos processados e bens de consumo. Outra possibilidade são os investimentos conjuntos em projetos de infra-estrutura urbana como ferrovias, hidrovias, rodovias, energia elétrica, abastecimento de água e gás e habitação. Com relação aos bioocombustíveis, o consulado vê boas perspectivas de venda de etanol brasileiro na índia e de produção de etanol, no país asiático, com tecnologia brasileira.

(Redação - InvestNews)