Rússia diz não praticar "imperialismo energético"

SÃO PAULO, 1 de junho de 2007 - A Rússia rejeitou nesta sexta-feira as acusações de praticar um "imperialismo energético", com o vice-primeiro-ministro, Serguei Ivanov, afirmando que o país não utiliza os recursos energéticos para "torcer o braço" de seus parceiros.

"Muitos acusam a Rússia de regressar a uma velha época (de imperialismo), mas agora de imperialismo energético", declarou Ivanov, citado pela agência Interfax.

"Antes, supostamente ameaçávamos militarmente o mundo inteiro, hoje ameaçamos com os nossos recursos energéticos, supostamente torcemos o braço. Não torcemos o braço de ninguém", continuou o vice-premiê.

As diferenças sobre o preço do gás natural russo entre Moscou e as ex-repúblicas soviéticas da Ucrânia e Bielorrússia em 2006 e 2007 perturbaram o fornecimento de hidrocarbonetos na Europa, levantando questionamentos sobre o aumento da potência energética da Rússia.

Nos últimos meses, os Estados Unidos e a Europa acusaram várias vezes a Rússia de utilizar os seus vastos recursos energéticos como uma arma política.

(Redação com agências internacionais - InvestNews)