Índice bate 53 mil pontos; Ganho no ano chega a 20%

SÃO PAULO, 1 de junho de 2007 - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começa o mês de junho em novo patamar recorde, acima dos 53 mil pontos. Impulsionado pelo cenário externo, o Ibovespa subiu 2,21%, para 53.423 pontos, nova máxima de fechamento. O giro financeiro ficou em R$ 4,05 bilhões. Com mais esta alta, o ganho acumulado em 2007 chega a 20,12%. A valorização na semana ficou em 3,5%.

Novos recordes também em Nova York, onde Dow Jones subiu 0,30%, para 13.668 pontos, e o S&P segue acima do maior patamar já registrado desde março de 2000.

A série de dados econômicos apresentados hoje reforça a visão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de que a economia norte-americana ganhará força nos próximos meses, depois de apresentar o pior desempenho em quatro anos no primeiro trimestre.

O mercado de trabalho voltou a crescer acima das expectativas e o consumo apresentou nova alta sem reflexo sobre a inflação. Contribuindo para o sentimento, outros indicadores apontam para uma retomada na produção industrial e maior confiança entre os consumidores.

"O mercado brasileiro está muito forte e reflete o cenário internacional", afirma Edson Marcellino, diretor de renda variável da FinaBank Corretora.

O diretor também destaca o comportamento saudável da Bolsa, com realizações pontuais e retomadas. "Isso sustenta ainda mais a alta. E as realizações são curtas, pois temos demanda para o mercado de ações", avalia.

A expectativa para o mês de julho é de mercado em alta, visão amparada na percepção de queda mais acentuada na taxa de juros e continuidade de um cenário internacional benigno. "Com certeza 2007 é um ano de Bolsa. Podemos subir mais uns 10% até o final do ano. Mas com realizações."

Forte alta para o setor siderúrgico que foi influenciado pela Oferta Pública de Aquisição que a Mittal fez pela Arcelor Brasil. De acordo com Marcellino hoje ocorreu a formação do preço para o fechamento de capital e isso puxou o setor como um todo. A oferta também ajudou a pressionar o câmbio, que chegou a R$ 1,90/US$. A estimativa é que a operação movimente cerca de US$ 5 bilhões. O prazo de adesão para os acionistas acaba na segunda-feira.

As ações da Arcelor (ARCE3) ganharam 5,94%, para R$ 53,50, maior alta dentro do índice. A CSN (CSNA3) avançou 5,43%, para R$ 104,50. A Gerdau (GGBR4) subiu 4,97%, para R$ 45,39 e a Usiminas (USIM5) valorizou 3,65%, para R$ 87,40.

Sustentando os ganhos a Petrobras (PETR4) subiu 2,52%, para R$ 47,10. E a Vale (VALE5) ganhou 2,41%, para R$ 75,20.

Forte alta para Klabin (KLBN4) que fechou a R$ 6,65, alta de 4,72%. Cemig (CMIG4) e Copel (CPLE6) avançaram 4,68% e 4,50%, para R$ 79,56 e R$ 29,94, respectivamente.

Os papéis da Metalúrgica Gerdau, Telemig, Brasil Telecom, Itaú, Eletrobrás e AmBev ganharam mais de 3% cada.

(Eduardo Campos - InvestNews)