Atuações do BC não seguram queda do dólar

SÃO PAULO, 1 de junho de 2007 - O Banco Central (BC) voltou a atuar com força nos mercados à vista e futuro, mas não conseguiu segurar o movimento de queda do dólar. No final da sessão, a divisa estrangeira recuou 1,19%, para R$ 1,901 na compra e R$ 1,903 na venda.

Para José Roberto Carrera, da corretora Novação, se a autoridade monetária não tivesse realizado os leilões o dólar teria rompido o piso de R$ 1,90. A autoridade monetária comprou dólares no "spot" a uma taxa média de R$ 1,9075 e recolheu cerca de US$ 1,5 bilhão na operação com swap cambial reverso.

Entre as notícias, indicadores norte-americanos apontando menor probabilidade de corte nos juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) e números da balança comercial doméstica ajudaram a sustentar o viés positivo dos negócios no câmbio.

Nos EUA, a retomada do crescimento do emprego e da renda reforçaram o cenário de manutenção dos juros. Em maio, foram criados 157 mil novos postos de trabalho, resultado acima das expectativas dos analistas, de 135 mil. A taxa de desemprego, por sua vez, permaneceu nos 4,5% ao ano. Já o ganho médio por hora trabalhada avançou 0,3% no mês passado. O núcleo do PCE, índice de preços relacionado aos gastos com consumo, medida de inflação preferida pelo Fed, subiu 0,1% em abril, depois de ficar estável em março, enquanto que as previsões apontavam para taxa de 0,2%.

Nas contas externas, o Ministério do Desenvolvimento informou que o saldo comercial atingiu US$ 3,868 bilhões em maio, resultado de US$ 13,648 bilhões em exportações e US$ 9,780 bilhões em importações. No mesmo período de 2006, a balança fiou superavitária em US$ 3,016 bilhões.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)