Agenda externa concentra as atenções

SÃO PAULO, 1 de junho de 2007 - O investidor tem um dia fraco de indicadores internos. Os principais eventos novamente vêem de fora. Logo pela manhã, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos informou que foram criados 157 mil novos postos de emprego em maio, acima das expectativas dos analistas, de 135 mil. A taxa de desemprego, por sua vez, manteve-se nos 4,5% ao ano. Já o ganho médio por hora trabalhada avançou 0,3% no mês passado. O crescimento do emprego e da renda são os fatores chave para a manutenção do ritmo de expansão na economia americana, mas os sinais de retomada do segmento reduz a probabilidade do Federal Reserve cortar os juros.

O núcleo do PCE, índice de preços relacionado aos gastos com consumo, subiu 0,1% em abril, depois de ficar estável em março, enquanto que as previsões apontavam para taxa de 0,2%. Esta é uma das medidas preferidas pelo Federal Reserve.

Internamente, os agentes financeiros avaliam que os fundamentos estruturais do Brasil continuam benignos e isso fortalece as apostas de corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, fixada em 12,50% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para o dia 5 e 6 de junho.

Os juros futuros, negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) mantêm a queda. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010, o mais negociado, projetava taxa em 10,23% ao ano, ante 10,32% do ajuste anterior.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)