Déficit comercial cresce 10,4% em março

SÃO PAULO, 10 de maio de 2007 - O déficit comercial norte-americano apresentou o maior crescimento dos últimos quatro anos durante o mês de março, refletindo diretamente a maior importação de petróleo no período.

De acordo com o Departamento de Comércio, o déficit subiu 10,4%, para US$ 63,9 bilhões no terceiro mês do ano, contra o resultado negativo de US$ 57,9 bilhões observado em fevereiro.

Este aumento no déficit é resultado da forte alta nos preços do petróleo e da demanda recorde por bens de consumo importados. A previsão era de crescimento, para US$ 60 bilhões.

Ajustado à inflação, dado utilizado no cálculo do PIB, o déficit fica em US$ 60,7 bilhões em março, maior leitura desde janeiro de 2006.

A importação de bens e serviços cresceu 4,5% em março, maior crescimento desde novembro de 2002, para US$ 190,1 bilhões. Deste montante, US$ 24,6 bilhões foram importações de petróleo e cerca de US$ 40 bilhões são produtos de consumo.

Já as exportações cresceram 1,8%, somando US$ 126,2 bilhões. Destaque para a vendas de máquinas e automóveis.

O déficit comercial com a China recuou para US$ 17,2 bilhões em março, de US$ 18,4 bilhões em fevereiro. A importação de bens chineses foi a menor desde maio de 2006. O resultado destas contas está condizente com a política da China, que quer reduzir seu superávit comercial diminuindo as restrições às importações e cortando incentivos às exportações.

(Redação - InvestNews)