Prejuízo da Vivo diminui 89,2% no 1º trimestre

REUTERS

SÃO PAULO - A Vivo, operadora celular brasileira controlada por Telefónica e Portugal Telecom, divulgou nesta quarta-feira uma queda de 89,2 por cento no prejuízo líquido do primeiro trimestre e melhora na geração de caixa em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado foi apoiado por alta nas receitas por usuário, foco em clientes e serviços de maior valor e foi registrado apesar do encolhimento da base de assinantes em 3,7 por cento no período, para 29 milhões, em relação aos primeiros três meses de 2006.

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações, a Vivo encerrou março com 28,42 por cento de participação de mercado, ante 33,71 por cento no mesmo mês do ano passado.

A companhia registrou prejuízo líquido de 19,3 milhões de reais no primeiro trimestre, ante perda de 179,3 milhões de reais em igual período do ano passado.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de janeiro a março totalizou 757 milhões de reais, contra 717,1 milhões de reais um ano antes. A margem ficou em 26,6 por cento, contra 27,8 por cento um ano antes.

A operadora registrou faturamento de 2,85 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 10,6 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. A receita com serviços subiu 15,4 por cento, enquanto as com vendas de produtos recuaram 23,4 por cento na mesma base de comparação.

A receita média por assinante (Arpu na sigla em inglês) foi de 30 reais no primeiro trimestre, 18,1 por cento acima do obtido nos primeiros três meses do ano passado.