Emissão de passaporte é prejudicada

SÃO PAULO, 27 de abril de 2007 - As manifestações dos polícias federais que exigem a segunda parcela do ajuste salarial, acertado em fevereiro do ano passado com o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, provoca transtornos para a população que tem que solicitar a emissão de passaporte. Em São Paulo, a Superintendências Regional da Polícia Federal (PF), localizada no bairro da Lapa, deveria ter iniciado a atendimento às 8 horas da manhã, entretanto, até o momento, nenhuma informação foi passada e as pessoas se aglomeram em frente da sede da PF paulista.

Há pouco, a fila apresentava cerca de 500 pessoas. Muitas delas estão lá desde as 19 horas do dia anterior, outras chegaram por volta das 2 horas desta manhã. Às 6 horas, a fila já contava com 300 interessados. Além do nervosismo com relação a falta de informações sobre o atendimento, os transtornos são causados pela forte chuva que atinge a capital paulista e também por pessoas que guardam lugares para outras provocando tumulto e desentendimento.

Segundo os interessados no passaporte, quem pagou R$ 87,91 pelo formulário da Guia de Recolhimento dos Imposto (GRU) do modelo antigo, devido a demora que se arrasta por dias, teve que desembolsar mais R$ 156 pelo novo modelo que entreou em vigor no primeiro trimestre do ano. No entanto, a PF informa que os valores pagos anteriormente serão reembolsados em um prazo de até 90 dias.

A categoria está em estado de greve desde 15 de fevereiro. Desde então várias paralisações de 24 horas e operações padrão foram realizadas dificultando a vida de quem pretende viajar. Atualmente, aproximadamente 4,44 mil servidores da Polícia Federal são responsáveis pelo trabalho administrativo em todo o País.

A expectativa agora é de que o atendimento à população volte ao normal gradativamente, uma vez que ontem em reunião realizada entre representantes da PF e o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, o governo federal reconheceu que a categoria tem direito a uma parcela de recomposição salarial de 30%. Os sindicatos consideraram a iniciativa como um avanço, e vão levar as informações para reuniões com a categoria.

(Silvana Orsini e VS - InvestNews)