Investir no exterior era pedido antigo do setor de fundos

BRASÍLIA, 26 de abril de 2007 - A autorização para investimento no exterior era reivindicação antiga dos bancos e administradoras de recursos. Segundo o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marcelo Trindade, o tema estava em discussão há um ano e representantes da indústria de fundos pediam o acesso a esses mercados com freqüência.

O pedido dos gestores ocorre em um momento de consolidação do mercado de fundos de investimento no Brasil. Com patrimônio total de mais de R$ 1 trilhão, as carteiras passam por processo de sofisticação. Esse movimento, no entanto, esbarrava na oferta limitada de ações, títulos e derivativos no Brasil. Com a autorização, gestores poderão alocar recursos em outros mercados e, assim, poderão ter atrativos para concorrer com os demais gestores.

Trindade não fez qualquer avaliação de qual percentual do R$ 1 trilhão poderá ser remetido para ativos no exterior. Ele nega, contudo, que 10% do mercado - o equivalente a R$ 100 bilhões - possam ser alocados em mercados internacionais.

´Não serão esses 10% ou R$ 100 bilhões porque nessa conta entram os fundos de pensão, previdência privada e o varejo´, diz ao lembrar que as carteiras com regras especificas - como pensão, previdência e seguros - terão de seguir as regras atuais e não serão beneficiados por essa medida. Sobre o varejo, Trindade acredita que os gestores não devem incluir esse produto no seu portfólio porque esse é um investimento mais sofisticado.

(Fernando Nakagawa - InvestNews)