Brasil é o 2º melhor ambiente para investimentos da América Latina

Agência Brasil

SANTIAGO DO CHILE - O baixo risco político contribui para que o Brasil tenha o segundo melhor ambiente para investimentos da América Latina e Caribe.

Nesse quesito - que leva em conta risco de guerra e risco de expropriação - o país mereceu nota máxima da Análise comparativa do atrativo nacional para investimentos privados em infra-estrutura, divulgado na quarta-feira pelo Fórum Econômico Mundial, em Santiago, no Chile.

O histórico brasileiro de investimentos em infra-estrutura também foi bem avaliado pelo fórum devido ao pequeno número de projetos cancelados e o relativamente alto nível de investimentos na área entre 1994 e 2005.

O Brasil também se distingue pelo fácil acesso a informações, avalia o relatório. Nesse aspecto, o país é o número um da região no que se refere à qualidade das estatísticas, à transparência e abertura do diálogo e do processo de tomada de decisão e, ainda, na consistência, continuidade e previsibilidade do processo de privatizações.

O Brasil, entretanto, também tem seus pontos fracos no que se refere ao ambiente de negócios. O País tem problemas com relação a um fator essencial, que é o marco legal, diz o gerente de projetos de pesquisa na América Latina do Fórum Econômico Mundial, Julio Estrada. Nesse aspecto, segundo o relatório, a comunidade de negócios demonstra pouca confiança nos políticos e duvida de sua imparcialidade.

O documento também menciona a importância de um Judiciário independente e sugere que o país trate isso como prioridade.

Outro ponto que deve ser aprimorado, na avaliação do Fórum Econômico, é o ambiente macroeconômico. O governo tem tido déficit todos os anos, de 1995 a 2005, lembra o relatório. Também menciona a baixa qualidade do sistema educacional: A dificuldade para contratar mão-de-obra estrangeira pode desanimar investidores estrangeiros com necessidade de mão-de-obra especializada.

Irene Mia, economista sênior do Fórum Econômico Mundial, faz outra crítica: Não há uma visão, por parte do governo, da importância do investimento privado em infra-estrutura.

O economista-chefe da Corporação Andina de Fomento, Luis M.Castilla, aponta aquele que, para ele, é um dos principais entraves a investimentos em toda a região: O problema que vemos é a qualidade de alguns projetos, a falta de visão de alguns países, avalia.

Nos últimos anos, prevaleceu o ajuste fiscal e não se trabalhou na qualidade dos projetos. Com relação ao atual estágio da infra-estrutura no país, o Brasil ficou em quinto lugar no ranking regional.