Reservas de petróleo do Iraque podem ser o dobro do previsto

Agência EFE

LONDRES - As reservas do Iraque podem conter o dobro de petróleo inicialmente calculado, segundo o estudo independente mais exaustivo desde a invasão do país pelos Estados Unidos em 2003, citado nesta quinta-feira pelo jornal britânico 'Financial Times'(FT).

Segundo o relatório, as reservas do Iraque podem ser 100 bilhões de barris maiores do que se achava até agora. Mas para explorar plenamente o seu potencial, tornando-se atrativo para as petrolíferas internacionais, o país deve resolver o conflito atual.

Se os dados se confirmarem, o Iraque se tornaria o segundo maior país do mundo em reservas de petróleo, à frente do Irã e atrás apenas da Arábia Saudita.

O estudo, realizado pela empresa de consultoria americana IHS, com dados anteriores e posteriores à invasão de 2003, também conclui que o Iraque poderia aumentar sua produção diária de menos de 2 milhões de barris diários para 4 milhões num prazo de cinco anos, desde que comece a receber investimentos.

Os 4 milhões de barris diários tornariam o Iraque o quinto maior produtor mundial.

O relatório, baseado em inspeções geológicas, considera que os custos de produção no Irã são 'baixos' e que o custo por barril seria de menos de US$ 2. Mas é necessária uma melhora na segurança do país, onde ontem morreram mais de 150 pessoas em atentados terroristas.

- Obviamente a situação é muito ruim. Mas levando-se em conta o potencial do subsolo, não existe lugar melhor que este. Geologicamente, é uma oportunidade de ouro, afirma o analista Ron Mobed.

Das 78 jazidas identificadas pelo Governo do Iraque para uso comercial, só 27 estão produzindo petróleo. Outras 25 podem começar a ser exploradas em breve. As 26 restantes estão ainda longe de serem aproveitadas.

O Iraque avalia que as companhias estrangeiras devem investir de ¬ 15 a 18,5 bilhões para poderem explorar plenamente seu potencial.

A produção de petróleo nas desérticas zonas ocidentais do país, nas províncias de maioria árabe sunita, poderia contribuir para resolver algumas das diferenças entre os blocos políticos iraquianos, segundo o 'FT'.