Lucro da Romi cresce 75% no primeiro trimestre

SÃO PAULO, 19 de abril de 2007 - A Indústrias Romi, fabricante de máquinas-ferramentas, encerrou o primeiro trimestre de 2007 com lucro líquido de R$ 18,1 milhões, um crescimento de 75% sobre os R$ 10,3 milhões registrados em igual período de 2006.

De janeiro a março, a receita líquida da companhia avançou 21%, somando R$ 125 milhões. A geração de caixa, ou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), cresceu 62%, totalizando R$ 24 milhões, com margem em 19% - alta de 5 pontos percentuais.

No trimestre, as exportações somaram US$ 11,3 milhões, com aumento de 130% em relação ao valor registrado em igual período de 2006, com uma participação de 17,9% sobre a receita líquida, contra 11,9% no período comparativo.

As vendas da Unidade de Negócios de Máquinas-Ferramentas somaram 521 unidades, contra 359 unidades no mesmo período de 2006, representando um aumento de 45,1%. A receita operacional líquida foi de R$ 83,7 milhões, com aumento de 23,5% no comparativo anual, reflexo do maior volume comercializado e de alterações no mix dos produtos vendidos.

A Unidade de Negócios de Injetoras de Plástico registrou uma queda de 13,8% no volume de vendas, passando de 65, para 56 unidades no primeiro trimestre de 2007. Apesar da redução no volume de vendas, a receita da unidade apresentou um crescimento de 1,7% período comparativo.

O melhor desempenho operacional do trimestre, no comparativo anual, foi o da Unidade de Negócios de Fundidos e Usinados, com um incremento de 47,9% na receita operacional líquida, reflexo do aumento do volume comercializado. Também, influenciou nesse desempenho o investimento para aumento da capacidade instalada, que foi concluído no início de 2006. O volume de vendas desta unidade aumentou 57,9% em relação ao primeiro trimestre de 2006, passando de 2.875 para 4.540 toneladas.

Ao final do ano passado, a Romi, que está listada desde o começo dos anos 70, começou um processo de reestruturação que culminou com o ingresso da companhia no Novo Mercado e uma oferta primária e secundária de ações que movimentou R$ 419 milhões. Há pouco, os papéis da companhia (ROMI3) recuavam 1,38%, para R$ 16,37.

(Redação - InvestNews)