Fluxo ameniza pressão externa e dólar cai

SÃO PAULO, 19 de abril de 2007 - Apesar da queda das bolsas ao ao redor do mundo, o dólar operou praticamente estável nesta manhã, beneficiado pelo fluxo cambial. O aquecimento econômico chinês associado a inflação em alta trouxeram à tona a possibilidade de novo aperto monetário na região, derrubando o índice acionário de Xangai em 4,52% e os demais índices, como efeito dominó.

Pela manhã, a queda das bolsas de valores internacionais chegou a afetar negativamente a percepção do risco soberano. Mas instantes atrás, a taxa brasileira calculada pelo JP Morgan cedia 0,66%, aos 150 pontos, com a ligeira melhor do humor externo. O dólar, por sua vez, caía 0,05%, negociado a R$ 2,032 na compra e R$ 2,033 na venda.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 11,1% em março, acima da estimativas dos analistas, de 10,4%. Já a inflação para o consumidor alcançou 3,3% contra o mesmo mês de 2006. Em fevereiro e janeiro, a inflação anual tinha sido de 2,7% e 2,2%, respectivamente.

Internamente, o fluxo de divisas segue forte neste início de abril. O saldo líquido das operações de câmbio contratado foi de US$ 4,361 bilhões até o dia 13, o que corresponde a uma média diária de US$ 485 milhões.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)